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LIVRO EM PROMOÇÃO DE PRÉ-VENDA, ENVIOS A PARTIR DE 20/05/2026.
Autor: Thomas H. Holloway
Prefácio: Dennis de Oliveira
Págs: 102
Edição: 1ª
Editora: Baioneta
ISBN: 9786599360039
Antes das facas, antes dos tiros, antes da multidão imóvel, Apulco de Castro já havia escrito o seu destino. Nomeou seus inimigos, recusou o recuo, anunciou a própria morte.
Morreu à luz do dia, no coração do Rio de Janeiro, após buscar a proteção do Estado. Saiu escoltado, mas foi entregue à morte. Em poucos minutos, seu corpo caiu sob golpes sucessivos, diante de autoridades que assistiram e nada fizeram.
Nenhum culpado. Nenhuma punição. Diante do silêncio quanto aos autores de sua morte, a imprensa da época chegou a afirmar, em tom irônico: “É, pois, evidente, certo e histórico: o redator do Corsário não foi assassinado; assassinou-se!”.
Jornalista, tipógrafo e negro num país que ainda mantinha o escravismo, Apulco dirigia o combativo jornal O Corsário. Atacava a corrupção, expunha abusos, afrontava diretamente o poder – inclusive o do imperador Dom Pedro II. Escrevia como quem sabe que a palavra tem consequências; e ela teve.
Sua morte incendiou a cidade com revoltas, repressão, prisões em massa e uma crise política no interior do Império. Mas o apagamento físico de sua figura transmutou-se e ecoou até os dias de hoje: assassinado por oficiais do Exército em 1883, Apulco de Castro foi esquecido da História brasileira, e, nas escassas ocasiões em que foi lembrado, o foi sob a difamação e as mentiras históricas.
Neste livro, Thomas H. Holloway retorna à cena do crime não apenas para reconstituí-la, mas para interrogá-la. O que, exatamente, foi silenciado com o esfaqueamento deste jornalista? O que havia em Apulco de Castro que precisava desaparecer?
Entre documentos, vozes e rastros dispersos, emerge não só a história de um homem, mas a anatomia de um apagamento que, como não é raro, revela muito sobre o Brasil.
